Primeiros socorros para ajudar as adultos acima 18 anos
Algumas reaçoes são comuns a eventos traumaticos. Algumas respostas são normais a situaçoes anormais
Algumas reaçoes são comuns a eventos traumaticos. Algumas respostas são normais a situaçoes anormais
Diante de uma situação anormal certos sentimentos e reações são normais e naturais. Pode ser que alguns desses sentimentos não tenhamos experimentado anteriormente. Cada um é diferente do outro. Todos respondemos de diferentes formas. A lembrança será parte de nossa vida e o evento ocorrido não se apagará de nossa memória. Cada um terá seu próprio tempo para resolver sua crise. O período de recuperação também será diferente. Algumas pessoas experimentam problemas mais profundos.
Sintomas
Sintomas
- Confusão para pensar.
- Problemas para dormir ou descansar.
- Mudanças nos hábitos alimentares.
- Diminuição da resistência contra enfermidades.
- Sentimentos de impotência.
- Sentir-se isolado, abandonado.
- Sentir-se frio emocionalmente.
- Extrema preocupação pelos outros.
- Tremores musculares.
- Taquicardia.
- Culpa por haver sobrevivido.
- Problemas de concentração.
- Problemas de memória.
- Diminuição da higiene pessoal.
- Perda da confiança em si.
- Lembranças vivas do evento.
- Culpa os outros.
- Desorientação no tempo e espaço.
- Abuso de álcool e drogas.
- Uso excessivo de incapacidades (no trabalho).
- Problemas com o trabalho, família e escola.
- Necessidade de estar só.
- Idéias de suicídio.
- Dificuldades para retomar suas atividades.
- Náuseas, dores de cabeça e no peito.
- Dificuldade para respirar.
- Aumento de pressão sanguínea.
- Sentimentos de Angustia, vulnerabilidade, frustração, tristeza, impotência, raiva, desesperança, pânico, insegurança, medo, irritação.
Que devem fazer as pessoas diretamente afetadas
Que devem fazer as pessoas diretamente afetadas
- Falar com profissionais quando necessitar.
- Compartilhar sentimentos e pensamentos com os outros.
- Passar mais tempo com outras pessoas e buscar companhia.
- Ajudar seus companheiros, compartilhando sentimentos e escutando-os.
- Você é normal e tem reações normais diante de situações anormais.
- Dá a si mesmo o direito de sentir-se mal.
- Realize exercícios físicos suaves, alternados com relaxamento. Isto aliviará algumas de suas reações físicas.
- Estruture seu tempo, mantendo-se ocupado.
- Não tente diminuir sua dor com uso de drogas, álcool, você não precisa complicar sua vida com problemas de abuso de substâncias.
- Tente manter um itinerário de vida mas normal possível com horas regulares para comer e dormir.
- Durante as horas de insônia, escreva.
- Faça coisas, ou pense em coisas que te façam bem.
- Tome pequenas decisões cotidianas.
- Descanse para aumentar suas forças.
- Coma de forma balanceada e regularmente, mesmo que não tenha vontade.
- Os sonhos e pensamentos recorrentes sobre o evento traumático são normais. Não tente combatê-los. Eles diminuem com o tempo e se fazem menos dolorosos.
- Não tome decisões drásticas.
Que devem fazer os familiares e os amigos das pessoas afetadas
Que devem fazer os familiares e os amigos das pessoas afetadas
- Escutar a pessoa traumatizada, que está sofrendo e passar a maior parte do tempo com ela.
- Oferecer sua ajuda e sua atenção para escutá-lo.
- Assegurar que estão a salvo agora.
- Ajudá-los com as tarefas diárias, cuidar da família e das crianças.
- Dar a eles privacidade.
- Deixá-los chorar e estar tristes.
- Não tome como pessoal a raiva e outros sentimentos que a pessoa possa colocar para fora.
- Não diga que eles têm “sorte de que não lhe aconteceu o pior”. As pessoas traumatizadas não encontram consolo nestas frases. Diga que lamenta muito o que aconteceu, algo assim e que gostaria muito de entendê-los e ajudá-los.
Primeiros socorros para ajudar as crianças depois de um evento traumático
Primeiros socorros para ajudar as crianças depois de um evento traumático
Depois de um evento traumático, as crianças estão particularmente em risco devido à: alta vulnerabilidade, falta de entendimento do que aconteceu e dificuldade em falar o que sentem. Então:
- Abrace-as e dê carinho freqüentemente. Forme um escudo de amor ao redor dessas crianças.
- Passe maior tempo com as crianças, especialmente antes de dormirem.
- Reafirme que estão a salvos e juntos.
- Fale com elas sobre o evento traumático de uma forma simples e honesta. Não minimize nem exagere a situação. Mantenha-as informadas de qualquer problema que lhes possa afetar diretamente.
- Pergunte a elas o que pensam sobre o ocorrido.
- Anime-as para que falem como se sentem, seus medos, e preocupações, sobre o que pensam. Se elas não querem falar, pergunte como elas acham que outras crianças se sentem.
- Diga as crianças como você se sentiu durante o evento. Verá que seus sentimentos são compartilhados por elas, apesar de sua curta idade.
- Não fale às crianças sobre seus medos em relação ao futuro. É importante para elas que os adultos mostrem-se seguros ou esperançosos para poder seguir adiante.
- Não descarregue nas crianças seus medos. Se você tiver medos não mantenha as crianças ao seu lado nem durma com elas.
- Aceite os sentimentos de suas crianças. Se seu filho quiser chorar, diga que esta livre para chorar, que chore e expresse seus sentimentos.
- Estimule-o a desenhar, colorir, escrever ou brincar com a situação traumática. Isto o ajudará a entender como eles vêem o ocorrido.
- Quando fizerem jogos ou brincadeiras com o evento traumático, incentive-as a que dêem um final feliz, para que pensem estar a salvo.
- Mantenha as rotinas familiares na medida do possível, fazendo coisas conhecidas para as crianças.
- Dê a seus filhos tarefas produtivas e apropriadas a sua idade.
- Reconheça e incentive as crianças que comportam responsavelmente.
- Tolere durante o tempo que for necessário os comportamentos agressivos e regressivos. (3 à 4 semana).
- Não faça promessas que não possa cumprir.
- Trate o tema de morte concretamente, dizendo que a morte é permanente e que causa uma grande tristeza para os que permanecem vivos. Não culpe a criança pela morte de ninguém.
- Não diga às crianças que os mortos estão felizes no céu com Deus. As crianças não entendem este conceito e podem desejar morrer para ir-se com quem morreu.